sábado, 27 de fevereiro de 2016

Viagem a São Roque de Minas (Serra da Canastra)

Mês de fevereiro peguei férias no meu serviço, e já estava decidido que eu iria realizar uma viagem de moto. A princípio estava certo de ir para Rio do Rastro/SC,porém por falta de companhia para viajar não quis me arriscar em realizar esta viagem sozinho, por isso resolvi ir em um lugar mais perto e que também queria muito conhecer, a famosa Serra da Canastra/MG.

     Depois de tudo acertado, roteiro, pontos a conhecer, gastos com a viagem, coloquei toda a minha tralha na moto e sai as 05:00 do dia 21 de fevereiro com destino a São Roque de Minas, só eu e a moto.

 A cada posto que eu parava para tomar um café e dar uma esticada nas pernas sempre vinha alguém perguntando para onde eu estava indo, uns até chutavam já perguntando se eu estava indo para o Chile. É legal ver a curiosidade das pessoas e o fascínio que a moto cheia de bagagem causa.


  Até a cidade de Bambuí foi tudo normal, visto que o GPS mostrou certinho o caminho, o problema foi quando peguei a saída da cidade para chegar ao trevo que dava acesso a estrada de terra para se chegar até São Roque. No caminho não se tem placas indicando, e adivinhem... passei direto e fui parar em uma cidadezinha chamada Medeiros. Fui me informando e não deu outra, errei o caminho por só 40 km, sendo 20 km  até Medeiros e mais 20 de volta até a estrada de terra. Dali foram mais 50 km de terra, estrada péssima e muita, mas muita poeira na cara.

   Assim que cheguei em São Roque já era 10:30 da manha, fui direto para o local do acampamento que eu havia pesquisado na net,"Acampamento do Picareta". Esse local fica a 4 km da cidade,bem no pé da Serra, é uma fazenda do senhor Chico Chagas, onde quem cuida do local são seus filhos. No total de Patos de Minas ao acampamento foram 300 km rodados.


 Depois do acampamento montado, voltei a cidade e procurei um restaurante onde almocei um bom rango caseiro, tipico de Minas Gerais, e olhando no horizonte notei que iria cair um temporal. Mais que depressa voltei ao acampamento, e assim que entrei na barraca o céu caiu.

  Enquanto a chuva caia com vontade, comecei a ler um bom livro e sem perceber adormeci, acordando por volta das 16:30. Mais que depressa peguei a moto, um mapa com os pontos turísticos que é disponibilizado pelo acampamento, e fui conhecer já no restinho do dia a cachoeira mais próxima do acampamento, a "Cachoeira do Capão Forro".


 No meio do caminho me deparo com os criadores do Portal Big Trail passando sufoco no barro. Fiz amizade com todos e segui meu destino até a belíssima cachoeira.



 Não sei se foi por causa da chuva que caiu, mas a água dava pra fazer suco de tão gelada que estava, mas como a beleza da cachoeira enchia meus olhos eu não podia deixar de entrar na água...Mas que tava gelada demais isso tava.






 Um fato que eu não sabia sobre a Canastra é que tudo que se faz lá é pago, paguei R$ 10,00 para ter acesso a cachoeira do capão forro, uma dica pessoal levem dinheiro,kkkk. Fiquei na cachoeira até a tarde cair, e de lá voltei ao acampamento, visto que não conseguiria fazer mais nada naquele dia, deixando para conhecer os outros pontos turísticos no outro dia bem cedo.

 Acordei cedo por volta das 06:00 e dei um pulo na cidade para tomar café, e de lá já seguir sentido o portal da canastra. Na entrada do portal comprei meu ingresso, paguei R$ 9,00, e percebi que o atendente estava tendo dificuldades de entendimento com um casal de ingleses que também estavam conhecendo a serra da canastra. De iniciativa cumprimentei os ingleses e trocamos um bocado de informações, mesmo com certa dificuldade, visto que o inglês falado na Inglaterra é um pouco diferente do inglês americano que somos acostumados, e logo percebi a cara de satisfação deles em poder se expressar sem ter que ficar fazendo gestos de mimica.



 Dei inicio a minha jornada pelo portal da canastra, e logo de inicio a aproximadamente uns 05 KM já cheguei a nascente do rio São Francisco. Lá possui uma estátua de São Francisco com sua oração escrita, e logo mais adiante uns 50 metros já esta a nascente. Fiquei lá por um tempo contemplando a beleza do local, e de lá segui para conhecer a cachoeira de Rolinhos.




 No portal fui orientado pelo atendente a não ir sozinho na cachoeira de rolinhos, visto que por ela ser muito longe e afastada das demais cachoeiras, se me acontecesse qualquer coisa lá provavelmente eu estaria sozinho. Mas como a curiosidade é demais, e ainda mais quando o atendente me falou que a cachoeira de rolinhos era uma das mais bonitas, eu não tive duvidas e fui até lá. O atendente não mentiu ao dizer que ela era longe e afastada de tudo e muito menos ao dizer que era a mais linda, nossa que espetáculo, uma pena que a estrada que peguei eu sai na parte alta da cachoeira e para se ver a queda de água eu teria que entrar nela e atravessar as pedras, daí me veio aquela voz para não ir até lá, devido a chuva que caiu durante a noite tinha muita água. É a única cachoeira que eu não tirei fotos da queda d'água.


Peguei minha valente Ténéré e segui para a parte alta da cachoeira Casca Danta, e no meio do caminho me deparo com um casal de veados campestre que por incrível que pareça não se assustaram com a minha presença. Na cachoeira Casca Danta pude observar as três queda que vão descendo até a queda maior, mas que para ver a queda que faz jus ao nome eu teria que dar a volta e rodar uns 50 km pelo outro lado do portal da canastra. Fiquei lá por aproximadamente 01 hora e o tempo já começava a se fechar anunciando que viria mais chuva.




 Peguei a moto e iria seguir até um restaurante que fica no meio da serra, porém achei por bem voltar a cidade para almoçar e de lá caso não chovesse ir na parte baixa da cachoeira Casca Danta. Como eu previa  a tempestade caiu. Como eu já estava no restaurante lá em São Roque fiquei lá por um bom tempo até a chuva passar, de lá fui até um posto de combustíveis que da acesso a saída para a estrada da parte baixa da Casca Danta, porém fui informado por um morador local que devido a chuva forte eu teria muita dificuldade  de chegar até lá, que era melhor eu deixar para uma outra oportunidade.


 Voltei para o acampamento, tomei um bom banho e a noite fui novamente para a cidade de São Roque para conhecer as praças e bares, sendo que São Roque de Minas é uma cidade bem pequena, mas muito bonita e limpa, uma pena mesmo foi eu ter ido conhecer a cidade na época de chuvas, lá chove o tempo todo e dá muito barro. A chuva caiu novamente e tive dificuldades de voltar para o acampamento a noite.



 No outro dia acordei cedo como de costume e fui conhecer melhor a cidade e comprar coisas típicas da região, comprei doces e lembranças e fiquei por conta de ir ao banco retirar dinheiro para abastecer a moto, e no outro dia continuar minha trip. Pra minha surpresa na cidade não tem bancos, somente tem uma lotérica onde se realiza saques, ainda bem senão eu estaria perdido.

Acordei bem cedinho e adivinhem... chuva novamente, fui até a recepção do acampamento, e conversando com o dono, ele me informou que a previsão era de mais chuva por aqueles dias. Fiquei um pouco desanimado, visto que na noite anterior para eu conseguir chegar ao acampamento eu tive que tirar o para lama dianteiro da moto para poder andar de tanto barro que juntou, a moto não ia nem pra frente, nem pra trás. Decidi então esperar a chuva passar e comecei a juntar meus equipamentos e voltar uma outra oportunidade para se conhecer a parte baixa da Casca Danta e também os canions em Capitólio.

 Desmontei toda a tralha e coloquei tudo na moto, como choveu a noite toda eu já imaginava que teria muita dificuldade com o barro, ainda mais que a moto agora estaria carregada. A moto deslisava e rebolava feito uma cobra no barro, sendo que ao sair da cidade com sentido a Bambuí eu teria que enfrentar 50 km de barro grudento e escorregadio. No caminho passei por vários caminhões leiteiros com as rodas afundadas no barro, ônibus escolares também atolados, e eu com minha valente ténéré cortando todo aquele barro, a moto rebolava, e por inúmeras vezes eu achei que iria provar literalmente o gosto do barro, mas como eu estava sem pressa e fui bem cauteloso, depois de 02:00 horas eu venci os 50 km de barro, chegando ao asfalto que dava para Bambuí.

 No total fiquei lá três dias e gastei aproximadamente R$ 200,00 reais com todos os custos da viagem como alimentação, combustível, pontos turísticos visitados e compra das lembranças. Rodei no total 787 km de ida e volta contando tudo que visitei e fiz em São Roque de Minas. 

Ficar acampado é muito legal, tem que se ter alguns cuidados, mas o mais importante é ficar a sós consigo mesmo para se conhecer melhor. Até a próxima.

Segue o vídeo da viagem com todas as fotos.


                                          Total de gastos com a viagem: R$ 200,00.




quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Viagem a Três Marias/MG

Dia 30/01/16 resolvemos conhecer a cidade de Três Marias, sede dos Tubarões Moto Clube. 
Nesta viagem fomos em seis motociclistas: Rui ( Presidente dos Tubarões de Serra do Salitre), Magno, Cesar, Rubinho, Lucas e Eu. 
   Combinamos via grupo de whatsapp que iríamos sair para algum lugar para dar um rolê. Ficou definido entre todos a cidade de Três Marias onde fica a sede dos Tubarões MC, e que o pretexto seria um rolê para comer um peixe as margens do rio São Francisco.
   Tudo acertado decidimos sair as 05:00 da manha da cidade de Serra do Salitre, onde a principio sairíamos o Rubinho com sua Shadow 750, o Rui presidente dos Tubarões de Serra do Salitre com sua Sahara 350, o Magno com sua Srad 1000 e eu com minha valente Ténéré 250.
    Como sempre fui o primeiro a chegar no local marcado, e logo em seguida chegou o restante do pessoal e também veio o Lucas que é filho do Magno, pilotando uma XRE 300. Nossa primeira parada foi o Posto Patão em Patos de Minas onde marcamos de encontrar com o Cezar com sua Midnight Star 950, e de lá ele seguiu conosco.
                         
Saímos todos em fila e ficou definido que a velocidade de cruzeiro seria de 100 km/h, porém como o Magno estava em uma moto esportiva, ele acelerava na frente de todos e nos esperava a cada 60 km de distancia aproximadamente. E foi assim até chegarmos no Posto JK onde o Rui chegou até o Magno e pediu pra ver a chave da Srad, e a entregou para seu filho Lucas, dizendo " Agora eu quero ver você sair na frente de todo mundo, você vai agora é de XRE", o Magno fez um bicão e enquanto andava do meu lado dava pra ouvir ele xingando e dizendo que a XRE não prestava, que queria a Srad de volta.
                            
  Fomos todos juntos até a cidade de Três Marias, visto que o Lucas não tinha muita experiencia com moto esportiva.
                            
                            
                           
   Na hora do Almoço decidimos ir comer o tão famoso peixe as margens do Rio São Francisco.
                           

                                   
  
   A tarde o pessoal gostou tanto da cidade e da cerveja de lá que resolveram ficar até o outro dia, como o Rui e eu não bebemos e não pude ficar, resolvemos deixar o pessoal lá e voltar só os dois. Saímos de lá ja era umas 18:00, e paramos novamente no Posto JK. O Rui decidiu que na volta retornaríamos mais rápido, e botamos nossas motos pra cantarem no asfalto. Chegamos em Serra do Salitre as 21:00 depois de ter rodado 288 km em 03:00 horas de viagem. 

Bom é isso ai pessoal....
Até a próxima!!!!!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Passeio de Ténéré 250 a Serra das Palmeiras.

Domingo dia 04/10/15 acordei bem cedo lá pelas 06:00 da manhã, olhei o céu e notei alguns raios de sol permeando as esparsas nuvens que no momento acusavam que iria chover, dai eu pensei: "Nossa, hoje é minha folga e tá perfeito para uma trip na zona rural aqui da minha cidade, mais precisamente onde passei minha infância". Sem muito pensar em roteiro, visto que eu já o tinha de cabeça, peguei minha TéTé, enchi o tanque e bora pra estrada de terra, foram 132 km de lembranças e poeira, muita poeira. Segue algumas fotos que tirei pelo caminho, de animais, as casas antigas que eu costumava visitar, igrejas que eu ia para rezar e fazer peraltices com meus amigos, a escolinha que estudei há 20 anos atrás até o quarto ano primário e que hoje está em ruínas, abandonada, e alguns parentes que ainda moram por lá. O local é a Serra das palmeiras, Boassara e Córrego Rico



quarta-feira, 23 de setembro de 2015





A nova integrante da família, seja bem vinda 


         Depois de muitas pesquisas eu estava dando por certo a compra da Honda NC-750X. Porém antes de realizar a compra recebi a notícia de que meu lote seria liberado para construir em novembro deste ano, dai eu não poderia arcar com o valor da NC-750X. Mas daí eu pensei: "Poxa não posso ficar sem moto, e agora?". Foi ai que comecei a pesquisar sobre motos Trail de menor cilindrada, analisando principalmente o custo beneficio, entre todas as concorrentes do mercado ficaram páreo a páreo duas, sendo elas a Honda XRE-300 e a Yamaha Ténéré 250. Comecei a ler fóruns, assistir a videos no youtube e a decisão pela moto da Yamaha me pareceu ser a melhor escolha, mesmo sabendo que a XRE é mais potente. Alguns relatos que lí e foram bastantes, muitas proprietários da XRE estavam bastante insatisfeitos alegando que ela tem um problema cronico no cabeçote, e me desanimei mais ainda após ler um relato de viagem onde dois primos foram até Ushuaia em duas XRE e ambas deram problemas durante a viagem.

         Decisão tomada, agora havia surgido uma outra duvida, eu compro a Ténéré nova ou usada?
Fui até a concessionária Yamaha e cotei o preço da Teneré 250 nova já o modelo 2016 na cor marrom e estava em R$ 16.200,00 ou seja cabia no meu orçamento, mas por um acaso do destino resolvi dar uma olhada em um jornal aqui da cidade onde se vende de tudo, e não é que encontrei uma Ténéré 14/15 vermelha por R$ 13.500,00. Liguei e conversei com o dono da moto, e marcamos de nos encontrar em um determinado local para que eu pudesse ver a moto pessoalmente. Quando cheguei e olhei a moto foi paixão a primeira vista, mas eu não podia mostrar que fiquei super interessado na moto. Olhei tudo, a moto está impecável, sem nenhuma avaria, risco ou qualquer tipo de problema, afinal ela havia sido comprada em Fevereiro de 2015. Depois de algumas conversas e analises das probabilidades chorei no preço e consegui tirar mais R$ 500,00 no valor, ou seja a moto agora estava custando R$ 13.000,00 e como bom Brasileiro que sou não me dei por vencido e tentei mais um chorinho, só que dessa vez não deu certo, porém a moto viria com todos os acessórios, sendo um mata cachorro com pedaleira da marca Chapam, uma antena corta linhas, um bagageiro em liga leve que suporta até 25kg e um baú italiano da marca GIVI.

       Cheguei em casa e meti a cara em videos, fotos e acessórios para a TéTé e fiquei impressionado com a quantidade de coisas que tem pra ela e por um bom preço. Esperei uma semana e liguei, não resisti e disse "vou ficar com a moto".

       Peguei ela hoje dia 23/09/15 de manha, a mesma esta novinha com apenas 07 meses de uso e 4.069 quilômetros rodados, ainda está na garantia. Segue abaixo algumas fotos da TéTé, e de agora em diante vou começar a equipa-la devagarinho e ir postando fotos e videos de viagens que eu fizer com ela.







                                           
                                          " Obrigado senhor Deus por mais este presente."